terça-feira, 31 de maio de 2016

AS GUERRILHEIRAS


MANIFESTO

Elo Mulheres e Elo Diversidade da Rede Sustentabilidade contra a cultura do estupro

Rede Sustentabilidade 27 de maio de 2016

01 (um) é demais, 30 (trinta) é barbárie.

Tempos difíceis? NÃO – na questão do estupro ainda estamos na Idade Média com direito assegurado aos soldados de violentarem as mulheres por onde passassem e a complacência dos outros homens e mesmo de algumas mulheres. O estupro é inaceitável – independente da idade, da condição social, econômica, vestuário, modo de vida, orientação sexual. É um crime hediondo, uma invasão – literal e figurada – do direito de ser Humano, um cerceamento à livre escolha – onde e quando ir, o que pensar e como agir. É inaceitável que seja considerado motivo de orgulho ou mesmo “normal” ou “justificável”, por um único homem ou mulher: é um atentado à dignidade e ao respeito. É motivo de luto nacional.
O Elo Mulher e o Elo Diversidade da Rede Sustentabilidade expressam seu mais profundo repúdio ao crime de estupro coletivo e humilhação pública contra a adolescente de 16 anos acontecido no Rio de Janeiro e àquele acontecido no Piauí, ambos nos últimos dois dias. São crimes de dimensão imensurável – violência física, moral, contra o corpo, o sentimento, o amor próprio, a auto imagem, o futuro – não tem justificativa, nunca, em nenhum caso. Se 01 é demais, imaginem mais de 30 – pura barbárie. Divulgar como um troféu esta ação deveria envergonhar não só os autores do crime mas aqueles que ao fazê-lo se tornam cúmplices da barbárie. É um retrocesso civilizatório apoiado pelo que deveria ser um avanço no acesso democrático à informação. As instituições não devem permitir que essa violência fique impune, nem que existam condições para que se repita – nem 30, nem um único estupro é aceitável! Nossa sociedade ainda vê o machismo como “normal” e busca justificá-lo, culpando a vítima e não os agressores.
Os números no Brasil são estarrecedores e sub notificados, 13 mulheres são “oficialmente” estupradas por dia, apesar dos avanços conseguidos através da luta das mulheres, avanços esses materializados em um ministério que, até há pouco, se dedicava inteiramente ao empoderamento das mulheres e pelo Conselho Nacional de Políticas para as Mulheres.
Quando uma de nós é violentada, todas nós estamos em risco. O agressor pode morar ao lado ou pior, dentro de casa, em nossos círculos mais íntimos de confiança. Para que essa realidade mude, precisamos avançar nas políticas públicas de igualdade de gênero, nas melhorias no Plano Nacional de Educação, para que se discuta desde cedo o respeito à integridade física, moral e psicológica das mulheres e das pessoas LGBT. Só conseguiremos isso através da inclusão de mulheres e da diversidade nos espaços políticos. A mudança virá através da nossa representação nos espaços de decisão. Repudiamos qualquer forma de violência contra as mulheres, contra as pessoas LGBT e contra os seres vivos. Repudiamos a difusão e compartilhamento do vídeo e de fotos da(s) vítima(s).
Exigimos das autoridades policiais que cumpram seu papel com rigor, continuando as investigações até todos os culpados serem encontrados e punidos exemplarmente pela Justiça. As instituições públicas e a sociedade devem dar o apoio necessário para que essa adolescente recupere sua integridade física e emocional – para que todas as vítimas de estupro consigam fazê-lo e para que todos os estupradores sejam punidos, sempre. Chamamos toda a sociedade para a luta contra a cultura machista que ainda permeia nossas entranhas. Por políticas públicas de empoderamento das mulheres e das minorias, por instituições que as defendam e representem. Por Justiça e por respeito.


ELO MULHERES ELO DIVERSIDADE REDE SUSTENTABILIDADE

SAÚDE DA MULHER SERÁ TEMA DE OUTROS PROGRAMAS


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SANTO ANDRÉ TRABAHANDO PARA AS MULHERES





VIOLÊNCIA SEXUAL DEIXA MARCAS


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PARADA LILÁS


CASA ABRIGO REGIONAL

O Programa Casa Abrigo Regional Grande ABC tem o objetivo de proteger e promover a reintegração à vida social e econômica de mulheres vítimas de violência doméstica com risco de morte, acompanhadas de seus filhos menores de 18 anos.
Oferece serviços de atendimento psicológico, médico, terapia ocupacional, jurídico e educacional à mulher e aos seus filhos. Também incentiva a qualificação profissional por meio de cursos e capacitações com o objetivo de facilitar a inserção no mercado de trabalho, e atividades culturais para as mulheres e seus filhos.
O Programa conta com duas casas na região, que juntas têm capacidade para atender 40 pessoas. Os endereços e o programa são tratados com sigilo absoluto. Teve início em dezembro de 2003 e foi ampliado em 2006, com a segunda casa. Desde a sua criação até março de 2016, foram atendidas 650 mulheres e 1.103 crianças e adolescentes.
As mulheres são desabrigadas quando estão fora do risco e reúnam condições necessárias para retomar suas vidas em segurança e com mais autonomia. O tempo de abrigamento é de até seis meses, dependendo da especificidade de cada caso.
As Casas funcionam como uma Unidade de Acolhimento Institucional, conforme previsto nas Normas Técnicas do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) e da Lei Maria da Penha (11.340/2006).
As Casas são mantidas por meio de rateio entre as sete prefeituras do Grande ABC. São gerenciadas por uma organização sem fins econômicos, escolhida pelo Consórcio por meio de licitação. A fiscalização é feita pelo Conselho Gestor do programa, formado por representantes dos sete municípios, que se reúne periodicamente na sede do Consórcio.
As mulheres são encaminhadas pelos Centros de Referência de Atendimento Especializados à Mulher em Situação de Violência Doméstica e pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS).

SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES


Sobre a Secretaria de Políticas para Mulheres
Primeira Secretaria de Políticas para Mulheres da região do ABC paulista desenvolve ações para garantir autonomia e direitos de cidadania das mulheres, considerando gênero, classe, raça e etnia, geração, deficiência, orientação sexual/identidade de gênero e diversidade regional. A área também articula ações de enfrentamento à violência contra as mulheres, fomenta políticas e dá suporte a programas e projetos, em parceria com as demais secretarias municipais, além de instituições públicas e privadas, e acompanha e apoia realizações do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.
Busca parceria com universidades da região para produção de pesquisas e extensão. Todo trabalho está em consonância com o Plano Municipal e Nacional de Políticas para as Mulheres. A Secretaria tem apoio da Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal.

TRABALHO DE PROTEÇÃO DA MULHER EM SANTO ANDRÉ - SP



CRIMES INAFIANÇÁVEIS


SILÊNCIO


ONU MULHERES


REDE DE PROTEÇÃO FEDERAL


CONDIÇÃO FEMININA


CAMPANHA RECENTE NO BRASIL


PARADA LILÁS